terça-feira, 26 de junho de 2012

A QUEM INTERESSAR POSSA; ARAUTO DO FUTURO.


“O individualismo e o imediatismo poderá embargar o amanhã na terra dos verdes cajueiros"
O velho abutre sanguinolento, forasteiro aventureiro e usurpador, assiste ansioso o desfecho do processo político que escolherá o candidato da oposição na nossa querida Lagoa Nova, contando especialmente, com a nociva vaidade, com o cruel individualismo e o imediatismo dos pré-candidatos da oposição do nosso município, que poderá terrivelmente embargar o amanhã na terra dos verdes cajueiros, abortando mais uma vez, o sonho de inúmeros lúcidos apaixonados lagoanovenses, que sonham em ter de fato um filho legítimo da terra, conduzindo os rumos dos padecidos munícipes da serra de Santa, e tão vitimados por sua vilania. De picadeiro se encontra o velho abutre com seu semblante sarcástico, com o bigode a correr pelos cantos do seu anavalhado bico, aguardando ansioso, contando com as brigas de ego que poderão surgir, e que poderá promover a discórdia tão sonhada por ele, com isso acontecendo, os integrantes deste brioso movimento que já ganhou proporções continentais, e que já rouba o sono do maléfico abutre e seus compassas, mutuamente se fragilizarão, e apressarão o farto banquete da feroz e ávida ave de rapina, que poupada de esforço, se deliciará mais uma vez, junto com os seus séquitos, com as suas saudosas iguarias oriundas do Massapê.
“É preciso desnudar-se da vaidade em nome da caridade”
É preciso que estanquem o egoísmo selvagem, o individualismo bestial, o grande responsável por tantos desencontros, e só assim quem sabe, poderemos vislumbrar um futuro sem grades, e o nosso mundo tão compartimentado, cederá lugar a uma consciência coletiva em que todos agirão na defesa da dignidade dos nossos semelhantes. Pois benévolo é o homem que se despe da vaidade e do egoísmo em benefício da sua comunidade, que é a sua sacrossanta família.
“Temos tudo para semear flores, mas numa fúria insensata, só cultivamos cardeiros.”
Quero fazer um apelo ao bom senso dos homens de bem da nossa querida “Lagoa Nova”, gostaria de convidá-lo a humanizar-se, pois acredito que, até mesmo “as mãos que manipulam engenhos destruidores, a sua verdadeira vocação é semear flores, é serem cordiais e fraternas”.

Condição Sine aqua non
                                         (Sem a qual não pode ser)

Ou nos destruímos integralmente uns aos outros, ou decidiremos, despidos de vaidades e preconceitos, sem egocentrismo, transformar o monólogo em diálogo, para que o futuro possa de fato ter asas luminosas. Desta forma, acredito piamente que: “Do estrume do presente no município – Lagoa Nova vão irromper árvores frondosas e vigorosas, com frutos sumarentos, para que os homens vindouros da terra dos verdes cajueiros  possam saciar a fome e a sede, e falem de nós com calma e simpatia, por termos sido, apesar dos nossos erros, os desesperados semeadores de um futuro sem grades”.

“E sou como a crisálida que tece na noite
As asas luminosas do futuro.
Pagando um pesado preço
Envolta no meu casulo”