Mas Faria
insiste em seu projeto político, mesmo que tenha que fazer uma
carreira-solo, sem o apoio dos grupos dominantes da política
papa-jerimum. Um risco, certamente. Mas Robinson Faria, único candidato
até agora declarado a governador nas eleições 2014 não desiste do seu
projeto. Pra isso tem percorrido o interior potiguar já há alguns meses
preparando a sua plataforma eleitoral.
Robinson Faria
tem pela frente dois grandes desafios: o primeiro fazer a sua
candidatura decolar. O segundo, conquistar o apoio de pelo menos uma das
oligarquias: Maia ou Alves. Pelo jeito está difícil, até porque estas
oligarquias têm também seus projetos políticos. Os Alves, por exemplo:
têm pelo menos três nomes que pode lançar candidato ao governo que são o
do ministro Garibaldi Alves, o do presidente da Câmara, deputado
federal Henrique Alves e o do deputado estadual Walter Alves. Um dos
três, provavelmente, será o candidato do PMDB a governador.
Do lado dos
Maia, o presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia não será
candidato a nada, até porque tem mais quatro anos no Senado pela frente.
Mas pensa em reeleger o filho, Felipe Maia, deputado federal. E neste
caso vai procurar se aconchegar num candidato que possa ter chances de
vitória ao governo do estado, certamente. Contudo, sem maiores opções,
Robinson Faria pode ser uma alternativa dos Maia.
Já a ex-Maia,
vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), sonha com uma candidatura a
deputada federal, mas não deixa fora de cogitação o Senado e até mesmo o
governo do estado novamente. Apoio a uma candidatura de Robinson Faria
ao governo do estado, dificilmente.
Mas há outros
percalços pela frente no plano de Robinson Faria ser candidato a
governador: nas últimas eleições majoritárias em que nenhum candidato
levou o sobrenome Alves, Maia ou até mesmo Faria (de Wilma), mesmo os
candidatos que alcançaram sucesso nas urnas, fizeram ou estão fazendo
uma péssima gestão. Casos da ex-prefeita de Natal, Micarla de Sousa, e
da hoje governadora Rosalba Ciarlini.
Para piorar a
situação para Robinson Faria, diante da crise que o estado se encontra, o
novo na política não significa dizer que dias melhores virão. No caso
do Rio Grande do Norte, especificamente, tem-se provado isso. A
conferir!
Por Barbosa.