Para o novo presidente do STF, "nem todos os cidadãos" são tratados da mesma forma quando buscam o Judiciário.
“É
preciso ter a honestidade intelectual para reconhecer que há um grande
déficit de Justiça entre nós. Nem todos os cidadãos são tratados com a
mesma consideração quando buscam a Justiça. O que se vê aqui e acolá é o
tratamento privilegiado”, declarou.
Segundo Barbosa, se o acesso ao Judiciário não se tornar mais igualitário e eficaz, ele “suscitará um espantalho” capaz de afugentar investimentos.
“O
que buscamos é um Judiciário célere, efetivo e justo. De nada vale o
sofisticado sistema de informação, se a Justiça falha. Necessitamos
tornar efetivo o princípio constitucional da razoável duração do
processo. Se não observada estritamente e em todos os quadrantes, o
Judiciário nacional, suscitará, em breve, o espantalho capaz de
afugentar os investimentos que tanto necessita a economia nacional”, disse.
Ele
afirmou que os magistrados devem levar em conta as expectativas da
sociedade em relação à Justiça e disse que não há mais espaço para o juiz "isolado". Para Barbosa, o magistrado precisa considerar os valores e anseios da sociedade.
“O
juiz deve, sim, sopesar e ter em conta os valores da sociedade. O juiz é
um produto do seu meio e do seu tempo. Nada mais ultrapassado e
indesejado do que aquele juiz isolado, como se estivesse fechado em uma
torre de marfim”, disse.
O novo presidente do Supremo defendeu o reforço da "independência do juiz."
Ele afirmou que o magistrado deve ter consciência de suas limitações e jamais deixar que “suas crenças mais íntimas” influenciem nas decisões.
Fonte e foto: G1.com