segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Enigmas entrelaçados: Chico Xavier, Lula e Bolsonaro


Lembro-me bem. Quando Lula foi candidato a Presidente do Brasil, Chico disse que tinha medo dele... Na época, eu não entendi. Afinal, Lula representava os pobres, que Chico sempre defendeu. Pela vez primeira, Chico declarou apoio a um candidato, a Collor, inclusive recebendo-o em sua casa. Collor era um mal menor, foi logo cassado - Chico achava que ele deveria ter renunciado. O tempo correu e constatei que Chico, mais uma vez, estava com a razão. Lula insistiu, foi eleito e deu no que deu. O PT quase acabou com o Brasil, igualmente quase acabando com a expectativa de que, um dia, ele venha a ser a Pátria do Evangelho. 

Há cerca de 40 anos atrás, final da década de 70, início da década de 80, Chico conversava em sua casa com Adelino da Silveira, um de seus biógrafos. Falavam sobre a situação do País. O médium que, muitas vezes, antevia o futuro, disse ao amigo de Mirassol: - Adelino, o homem que vai COMEÇAR a dar um jeito no Brasil, deve estar agora na faixa dos 15 anos, talvez um pouco mais - não é um espírito missionário, não é um espírito evoluído, mas com ele é que o Brasil COMEÇARÁ a entrar nos trilhos... E falou mais o que não me convém dizer agora. Pelo que Chico Xavier, então, revelou, tudo leva a crer que ele se referia, sim, a Jair Messias Bolsonaro. Definitivamente, não se trata do candidato do PT, que, ao contrário do que andam dizendo, não é espírita - veja-se o que ele aprontou como Prefeito de São Paulo!

Portanto, por um dever de consciência e valendo-me de minha liberdade de expressão, que respeito em todos, venho, publicamente, declarar o meu voto para Presidente do Brasil em BOLSONARO. Acredito que ele possa COMEÇAR a arrumar a casa quase em ruínas... Bolsonaro não é preconceituoso, homofóbico, racista, ou o que o valho, como a própria Imprensa vendilhona vem espalhando. Ele apenas é intempestivo, falando com excessiva indignação na voz em face das provocações que recebe, e do que vem acontecendo ao Brasil - um País largado às traças, internacionalmente desmoralizado. Votei em Bolsonaro no primeiro turno, votarei no segundo e, se houvesse um terceiro, votaria também.

Espero que os meus amigos petistas não me contestem o direito de declarar o meu voto. Não responderei a nenhum deles, e assim como não os contestei, ou contesto, por preferirem confiar no outro candidato, espero que não me contestem. Não tenho tempo para bate-bocas.
Para mim, o slogan BRASIL ACIMA DE TUDO E DEUS ACIMA DE TODOS fala por si mesmo com a “força espiritual” que se interessa pelo futuro de nossa Pátria, conduzindo o seu grande destino.


Carlos A. Baccelli
Uberaba, 13 de outubro de 2018.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Em Lagoa Nova candidato do prefeito ao governo do Estado leva ''lapada'' de votos nas urnas



O candidato  do prefeito  de Lagoa Nova Carlos Eduardo ao Governo do RN  levou uma  ''lapada'' de votos da candidata  Fátima Bezerra no município Serrano de Lagoa Nova. Corre nos quatro cantos da cidade que  nem as ''obrinhas  inauguradas por ele ás vésperas da eleição deram uma forcinha para seu candidato nas urnas''. Fátima obteve mais de 2.000 votos de vantagem  a frente do candidato  apoiado pelo  emedebista Luciano Santos. 

Analistas políticos locais dizem que esse resultado pífio, é resultado da falta de prestigio político e liderança de Santos. Pois, o mesmo enfrenta forte rejeição popular a frente de sua gestão.             

domingo, 7 de outubro de 2018

Bolsonaro e Haddad no segundo turno


Jair Bolsonaro e Fernando Haddad disputarão o segundo turno das eleições no próximo dia 28 de outubro.




  1. 4,83%
    4936501
  2. 2,58%
    2637996
  3. 1,25%
    1277495
  4. 1,21%
    1240026
  5. 1,00%
    1025217
  6. 0,83%
    845150
  7. 0,58%
    596127
  8. 0,05%
    53727
  9. 0,04%
    39998
  10. 0,03%
  11. Fonte: TSE

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Lula é um grande conselheiro e terá papel destacado em meu governo, afirma Haddad


Lula é um grande conselheiro e terá papel destacado em meu governo, disse Fernando Haddad em entrevista.
O candidato do PT à Presidência participou de sabatina promovida por Folha de S.Paulo, UOL e SBT. 

Daria cargo para Lula e Dilma em seu governo?
A primeira coisa que devemos fazer é buscar justiça para ele. Vou continuar na campanha Lula Livre.
Dilma será senadora. Vamos ver... É muito difícil para um ex-presidente topar ser ministro.
O Lula só topou ser ministro da Casa Civil porque viu que estavam tentando dar um golpe na Dilma e foi fortalecer o governo. Não acho que o Lula tinha intenção de voltar para o governo, a não ser como presidente. 
Lava Jato
Pretendo aperfeiçoar uma parte da legislação. Por exemplo, o delator mentiroso. Não está claro na Constituição o que acontece com o delator que é um mentiroso contumaz. Acho que deve haver um protocolo para estabelecer regras mais precisas para o delator mentiroso. Na minha opinião, a legislação brasileira ficou muito frágil em relação ao corruptor. Ele em geral alega que foi obrigado a pagar propina, pois as obras não andavam, quando na verdade ele é que organiza os cartéis. 
Geralmente o corruptor é o delator mentiroso. Temos que corrigir algumas pequenas falhas para evoluir nas investigações. Para não permitir que pessoas inocentes passem por constrangimentos. Faremos isso em parceria com o Ministério Público.
Controle social da mídia
Sou a favor de que não haja o excesso de concentração de propriedade privada. Por exemplo, num estado brasileiro, as vezes uma única família detém a TV e a rádio de maiores audiências e o jornal de maior circulação. Isso no mundo desenvolvido é impossível. Você não pode ser proprietário de tudo num mesmo território.
Urna eletrônica
Não se deve contestar resultado eleitoral que o TSE proclamou. Eu espero que o TSE se manifeste sobre essas acusações sendo feitas. Eu avalio que a ampla maioria do Congresso Nacional que for eleita irá discordar desse discurso feito pelo Bolsonaro.
E há um cansaço muito grande do país e da classe política em sabotar o país. Estamos há quatro anos sabotando o país. Vamos passar mais quatro anos sabotando? País precisa de paz, de uma agenda firme, de serenidade. 
União das esquerdas
Fui quem mais buscou a aproximação de todas as partes da centro-esquerda para lutar contra esse obscurantismo que está solto. Continuarei lutando para que estejamos juntos. Não foi possível no primeiro turno, será possível no segundo e ainda mais num governo. Você está falando com uma pessoa que não tem nada de sectário, está falando com uma pessoa que ajudará a construir um amplo campo de apoio democrático popular. 

sábado, 29 de setembro de 2018

“Não aceito resultado diferente da minha eleição”, desafia Bolsonaro na TV aberta




O desafio explícito à autoridade eleitoral brasileira. A declaração foi dada em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, que foi a hospital onde Bolsonaro está internado depois de levar uma facada em 1 comício em Juiz de Fora (MG), no dia 6 de setembro.


Indagado se “as instituições militares aceitarão” o resultado das urnas, caso Fernando Haddad vença, Bolsonaro respondeu: “Não posso falar pelos comandantes militares. Respeito todos eles. Pelo que eu vejo nas ruas, eu não aceito 1 resultado das eleições diferente da minha eleição”.

Datena retrucou com outra pergunta: “Isso não seria anti-democrático?“. E Bolsonaro completou, referindo-se ao voto eletrônico sem impressão de cópias: “Não. Não é, porque temos 1 sistema eleitoral que não existe em lugar nenhum do mundo“.

sábado, 22 de setembro de 2018

Pesquisa IBOPE para o senado RN: Capitão Styvenson e Zenaide lideram



Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (21) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto para o Senado no Rio Grande do Norte:

Capitão Styvenson (Rede): 27%
Dra. Zenaide Maia (PHS): 25%


Garibaldi Filho (MDB): 21%
Geraldo Melo (PSDB): 20%
Jácome (Podemos): 13%
Alexandre Motta (PT): 5%
Magnólia (Solidariedade): 4%
Ana Célia (PSTU): 2%
Telma Gurgel (PSOL): 2%
João Morais (PSTU): 2%
Jurandir Marinho (PRTB): 2%
Levi Costa (PRTB): 1%
Napoleão (Rede): 1%
Dr. Joanilson (DC): 1%
Professor Lailson (PSOL): 1%
Branco/nulo - vaga 1: 17%
Branco/nulo - vaga 2: 28%
Não sabe/não respondeu: 27%
A pesquisa foi encomendada pela Inter TV Costa Branca. É o segundo levantamento do Ibope realizado depois da oficialização das candidaturas na Justiça Eleitoral.

No levantamento anterior, feito de 14 a 16 de agosto, os percentuais de intenção de votos eram os seguintes:

Capitão Styvenson (Rede): 23%
Dra. Zenaide Maia (PHS): 12%
Garibaldi Filho (MDB): 21%
Geraldo Melo (PSDB): 14%
Jácome (Podemos): 7%
Alexandre Motta (PT): 4%
Magnólia (Solidariedade): 2%
Ana Célia (PSTU): 4%
Telma Gurgel (PSOL): 1%
João Morais (PSTU): 2%
Jurandir Marinho (PRTB): 1%
Levi Costa (PRTB): 3%
Dr. Joanilson (DC): 1%
Professor Lailson (PSOL): 1%
Branco/nulo - vaga 1: 28%
Branco/nulo - vaga 2: 46%
Não sabe/não respondeu: 27%
Napoleão (Rede) não pontuou na primeira pesquisa.

Intenção de votos
A pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (21) também mediu a intenção de votos na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte.

Sobre a pesquisa:
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
Quem foi ouvido: 812 eleitores de todas as regiões do estado, com 16 anos ou mais
Quando a pesquisa foi feita: 18 a 20 de setembro
Registro no TRE: RN-08720/2018
Registro no TSE: BR‐0811/2018
O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro
0% significa que o candidato não atingiu 1%. Traço significa que o candidato não foi citado por nenhum entrevistado.


FONTE: G1 RN

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Quem é Bolsonaro


Não, Jair Bolsonaro não é um candidato como outro qualquer. É pior. Ele é um imaginário, uma mentalidade, uma visão de mundo. O seu método de leitura do que acontece na vida é a simplificação. Torna o complexo falsamente simples por meio de uma redução a zero dos fatores que adensam qualquer situação. Se há violência contra os cidadãos, que cada um receba armas para se defender. Se há impunidade, que a justiça seja sumária e sem muitos recursos. Se há bandidos nas ruas, que a polícia possa matá-los sem que as condições de cada morte sejam examinadas. Se há corrupção, que não se perca tempos com processos.
Bolsonaro encarna o pensamento do homem medíocre, o homem mediano que não assimila explicações baseadas em causas múltiplas. Se há miséria, a culpa é da preguiça dos miseráveis. Se há crime, a culpa é sempre da má índole. Se há manifestações, é por falta de ordem. A sua filosofia por excelência é o preconceito em tom de indignação moral, moralista. A sua solução ideal para os conflitos é a repressão, a cadeia, o cassetete. Bolsonaro corporifica o imaginário do macho branco autoritário que odeia o politicamente correto e denuncia uma suposta dominação do mundo pelos homossexuais. É o cara que, com pretensa convicção amparada em evidências jamais demonstradas, diz: - Não se pode mais ser homem neste país. Vamos ser todos gays.
Ele representa a ideia de que ficamos menos livres quando não podemos fazer tranquilamente piadas sobre negros, gays e mulheres. Bolsonaro tem a cara de todos aqueles que consideram índios indolentes, dormindo sobre latifúndios improdutivos, e beneficiários do Bolsa Família preguiçosos que só querem mamar nas tetas do Estado. Bolsonaro é o sujeito desinformado que sustenta que na ditadura não havia corrupção. É o empresário ambicioso que se for para ganhar mais dinheiro abre mão da democracia. É o produtor que vê exagero em certas denúncias de trabalho escravo. É o homem que acha normal, em momentos de estresse, chamar mulher de vagabunda. O eleitor padrão de Bolsonaro sonha com uma sociedade de homens armados nas ruas, sem legislação trabalhista, sem greves, sem sindicatos, sem liberdade de imprensa.
O projeto de Bolsonaro é o retorno a um regime de força por meio de voto. Aparelhamento da democracia. Na parede do imaginário e de certas propagandas de Bolsonaro e dos seus fiéis aparecem ditadores. O seu paraíso é da paz dos cemitérios e das prisões para os dissidentes. Um imaginário é uma representação que se torna realidade. Uma realidade que se torna representação. Bolsonaro é um modo de ser no mundo baseado na truculência, na restrição de liberdade, na eliminação da complexidade, no encurtamento dos processos de tomada de decisões.
Bolsonaro usa a democracia para asfixiá-la. É um efeito perverso do jogo democrático. Condensa uma interpretação do mundo que não suporta a diversidade, o respeito à diferença, a pluralidade, o dissenso, o conflito, o embate. Inculto, ignora a história. Não há dívida com os escravizados e seus descendentes. A culpa pela infâmia da escravidão não é de quem escravizou. O presente exime-se do passado.
Bolsonaro é a ignorância que perdeu a vergonha. Contra ele só há um procedimento eficaz: o voto. Se necessário, o voto útil.