A posse nesta quinta-feira (22) do ministro Joaquim Barbosa como o
mais novo presidente da Corte maior de Justiça do país, o STF (Supremo
Tribunal Federal) consolida o exemplo de democracia que vive hoje o
Brasil. Primeiro, elegemos um operário à Presidência da República. Falo
de Luiz Inácio Lula da Silva. Detalhe: Além de metalúrgico, sindicalista
e de esquerda, sem falar na sua origem: nordestina. Depois, elegemos a
primeira presidenta, que é Dilma Ruosseff, uma ex-guerrilheira que
combateu a ditadura militar para redemocratizar o país. Agora, temos um
negro na presidência do Supremo.
E não foi preciso nenhuma Lei de Cotas Sociais para que tanto Lula
quanto Barbosa chegassem ao Poder. Ambos obtiveram sucesso por méritos
próprios. Lula foi embora com a família de Garanhúns (PE), fugindo da
seca para São Paulo, onde se formou pelo SENAI em metalúrgico. Joaquim
Barbosa, filho de pedreiro, foi embora também com a família de Minas
Gerais para Brasília, onde estudou em escola pública. Hoje, sabe quatro
línguas. Sobre Dilma Ruosseff, seu passado já diz tudo. Estudante, lutou
contra a ditadura onde foi torturada e humilhada.
Não vou aqui entrar no mérito político-partidário, pois não é esse o
objetivo deste texto. Quero aqui ressaltar apenas a importância de se
viver num país democrático onde todos são iguais perante a Lei. É
verdade que ainda existem preconceitos sociais e raciais, mas isso está
mudando. Prova maior disso foram os exemplos citados.