A Copa continua espetacular, com muita qualidade, muita emoção e
muita festa nos estádios. A única coisa que não está boa é a atuação da
arbitragem, com muitos erros decisivos, na marcação de pênaltis e nos
impedimentos. Parece Campeonato Brasileiro. Já na condução do jogo, na
marcação de faltas, tudo ótimo.
Se a Costa Rica ganhou da Itália e do Uruguai e empatou com a
Inglaterra na fase de grupos, pode ganhar da favorita Holanda. A Costa
Rica marca muito bem e é rápida nos contra-ataques. Ruiz e Campbell são
muito bons jogadores e fazem a diferença para a equipe costa-riquenha. A
Holanda mostrou, contra o México, que, além de defender e contra-atacar
bem, como fez em vários jogos, sabe pressionar e virar o placar. A
equipe possui também muitos jogadores altos e bons nos lances aéreos. O
volante De Jong está fora da Copa. Contra seleções fortes, que vão
atacar, ele vai fazer falta, pois marca muito.
A Argentina, como se esperava, teve enormes dificuldades para ganhar
da Suíça. Como têm sido boas as atuações do goleiro e da defesa, tão
criticados antes do Mundial, aumentam as chances de a Argentina ser
campeã, pois, com Di María e Messi, há sempre uma grande possibilidade
de gols. Foi sensacional a arrancada de Messi, com a bola colada aos
pés, driblando o zagueiro que tentava derrubá-lo, até dar a bola, com
açúcar e com afeto, para Di María marcar.
Enfim, a Bélgica mostrou um ótimo time na disputa da Copa do Mundo,
com muita troca de passes, o que não faz o Brasil. Como os volantes
costumam avançar, Messi pode ter muitos espaços contra a Bélgica, o que
seria decisivo. Certamente, o técnico não tem dormido pensando em como
pará-lo. Por outro lado, o ataque envolvente da Bélgica vai criar também
chances de gol. O desequilíbrio está nos dois craques argentinos.
Amanhã, falo do confronto entre Brasil e Colômbia e de França contra
Alemanha, dois jogos que deverão ser marcados pelo equilíbrio na briga
por vagas nas semifinais da competição. Chegou a hora de a onça beber
água.
Por Tostão / O Tempo
